12/12/2010

faz o que te vai na mente

Voltas sempre.
Acho que, mais cedo ou mais tarde, nos vamos reencontrar, ambos vamos acordar para a vida e perceber: nasci para ti, nasceste para mim, e por muito que gostemos dos outros, somos diferentes de tudo o resto.
Não estou certa disto, estou apenas certa de que somos diferentes.
Temos uma história imensa para trás, de tal modo longa que há muita coisa que não recordamos. Numa destas noites, fomos recordar tudo o que fomos para o jardim, à noite, debaixo das estrelas, uma estrela cadente atravessou-se, tanta coisa, foi tanto, foi demais para mim.
Há uns três anos, a nossa música dizia:


Tira a roupa, deita fora
Enquanto beijo a tua boca, sem demora
Tira tudo, fica nu
Quero-te agora, a noite é toda tua
Não haverá distâncias entre nós
Estaremos 2 em 1, a sós
Por baixo dos lençóis, eu e tu
Só nós os dois
Ele não irá saber
Não lhe precisas dizer
Faz amor comigo, minha doce amada
Toda a noite, e toda a madrugada
Quero-te assim, colada a mim
Quero-te aqui, só pra mim (...)
Toca-me onde mais ninguém toca
Beija-me onde ninguém antes beijou
Quero ser a tua cobaia sexual
Beijar cada milímetro do teu corpo sensual
Meu amor secreto, minha dama do ghetto, meu par perfeito, sem ti sou incompleto (...)
Grita, chora, geme, sente 
Faz o que te vai na mente..


Tudo o que fizemos pareceu tanto. Quantos anos teria? Treze, catorze, quinze. Sim, foi isto.
Ainda aos quinze anos, traí o meu namorado com ele. E isto aconteceu há quanto tempo? No máximo há meio ano. Como posso fingir que já passou? Como é que, mais que isso, posso acreditar?

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