08/02/2011

tabaco, séries, música, tabaco, séries, música, sexo, tabaco, tabaco, séries, comida

TABACO, tu ias-me matando.
Mandaste-me para as urgências e ia caindo para o lado quando vi o meu sangue num frasco minúsculo, depois de me meterem uma agulha no braço. Já viste o que tu fazes?
E se me analisassem aquela porcaria ali, em frente à única mulher que me pode pôr de castigo? É que eu ainda não tenho independência para me porem no olho da rua! E depois o NÓS? Perdia-te para sempre!
Claro que, durante os dias em que os senhores lá do hospital me obrigaram a ficar em casa a morrer de tédio - cheguei a pousar o hamster na mesa da cozinha e almocei com ele, só que ele adormeceu a meio e nem sequer me foi respondendo às coisas que lhe dizia - as séries preencheram as minhas horas. O episódio 20 da 4ª temporada da Betty Feia foi o único interessante (acho que era o último, que ela até deixou de ser UGLY para ser só a BETTY), e por alguma razão estavam tão sensível que me fez chorar, bem como o Poder dos Sentidos, o Biggest Loser e - que Deus me perdoe - o videoclip da Firework da Katy Perry (pois, eu sei).
Não deixei que os médicos dessem cabo da nossa relação para já, mas no final do mês, lamento imenso, mas és um vício egoísta que me ia dando cabo da vida toda! É que tu não és a única coisa que eu vou perder se continuar a passar as noites nas urgências. Também vou perder a minha liberdade, vou perder o ano, a dignidade, noites decentes, ar fresco e, frasquinho a frasquinho, vou acabar por perder também todo o sangue que ainda me resta! Desci até ao bairro depois de procurar trocos em todas as gavetas, malas e bolsos de calças e casacos. Com 3,50€ no bolso, lá fui eu toda contente, rua abaixo. E depois subir? Ia morrendo quando cheguei a casa, tosse quase de vómito e a respiração que não passava do esófago. 5 minutos depois acendi o primeiro.
Uma hora depois tinha fumado três, o que não é exactamente positivo para alguém que ficou em casa propositadamente para se proteger de situações que afectem os pulmões.
Finalmente, o J. chegou e ofereceu-me uma tarde inesquecível, em cima do meu colchão que ainda cheira a sexo, mesmo tendo eu tido a leve sensação, a certa altura, de que os meus pulmões não iam aguentar nem mais um movimento. Mas lá aguentaram. Quando vale a pena, vale a pena!
E agora, ou daqui a bocado, vou acender o último cigarro e esperar não morrer.

Sem comentários:

Enviar um comentário

be nice