18/06/2011

ABSOLUTAMENTE

Pronto. Ponto. Decidi. Isso, agora mesmo.
Vou mudar. Aqui, na minha cabeça.
Agora, só existo eu.
O amor - como até já tinha reparado - não existe. É uma pala em frente dos olhos, uma ilusão, um mito, algo que um ser ingénuo inventou quando sentiu desejo.
Porque o desejo existe. Sim, sem dúvida. Por isso é que existem mais preservativos que casamentos. O desejo, a paixão, a ânsia, a perversidade, o bom, puro, excêntrico sexo existe e é bom. Não parte corações. Faz bem à saúde, à forma física, ao coração.
Por isso, agora é tudo sobre mim e sobre sexo. É tudo sobre tornar-me alvo de várias atenções, de olhares masculinos, quem sabe femininos, é tudo sobre não amar nunca, não ser estúpida ao ponto de voltar a pensar que me apaixonei, e que algum homem há-de ser aquele que irei querer para sempre, que será pai dos meus filhos, amante para o resto da vida, companheiro de viagens como sonhei com o J.
Não. Isso não existe.

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