13/01/2011

LAST ONE

Sinto-me exausta. 
Dói-me as costas da loiça, tenho os olhos pesados mas pelo menos o meu quarto está arrumado, o que me poupará dores de cabeça por causa dos sermões da D. Lurdes.
Estou deitada na cama com o portátil a aquecer-me demasiado as pernas, prestes a adormecer com as mãos no teclado (não seria a primeira vez).
É daqueles dias em que, depois da correria toda, a única vontade que se sente é desligar o telemóvel, apagar a luz e ficar enterrada nos lençóis até se fazer dia, sem sequer sonhar, não quero cansar o pensamento.
É isso que vou fazer. Depois do último cigarro que tem que ser fumado à janela, e não só por causa da D. Lurdes, mas por causa das outras também.
E depois sim, vou morrer, mas só até às seis e cinquenta e quatro de amanhã.

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