25/09/2011

Porto @ 5

Vou-te ser sincera. Pelo menos aqui, nestas linhas que não lês, posso ser sincera sem ferir e sem pensares que te tento enganar.
Sinto-me bem com ele, sou feliz. Rio-me com sinceridade e para mim é um prazer estar com ele, dar-lhe a mão, brincar, conversar, fazer amor, tomar banho. Para mim é bom tê-lo, passear com ele, viver a vida a dois tem sempre mais piada.
Vou-te ser sincera de novo.
Não senti, nem por um segundo, que ele pudesse ser o homem da minha vida. Gosto dele, do coração, gosto de verdade e é das pessoas com quem me dou melhor sem conhecer assim tão bem. Acho que podíamos perfeitamente viver na mesma casa sem confusões, excepto as naturais, claro, e acho que até podíamos viver juntos e felizes para o resto das nossas vidas.
Mas com ele, falta-me a alegria que sinto contigo. A vontade histérica de viver, de amar, de aproveitar cada passo que dou contigo ao meu lado, de observar cada gesto teu, beijar cada pedaço.
Não é uma coisa pela qual ele possa lutar, não é uma coisa que ele possa criar, ou que possa até crescer com o tempo. É uma coisa que das duas, uma: ou se tem, ou não se tem. E como é fácil perceber, eu e ele não temos isso.
Para além de que não encontro nele honestidade e isso eu preciso. Porque fala-me de sinceridade mas é-me sincero em coisas menos importantes. Na verdade, até quando é sincero, às vezes, está a mentir e eu sei, mas sendo eu, nunca confronto.
E até podia ser apenas um defeito dele que o afastava de mim.
Mas para além disso, é um defeito dele que se bem me lembro é uma qualidade tua.
A tua honestidade podia magoar, mas nunca me magoavas. A tua honestidade levou-te a Lisboa.
A tua honestidade é das coisas mais bonitas de ti.


E hoje, ainda que feliz e ainda que beijando outros lábios, sinto a tua falta e quero-te como sempre te quis.


Sei que hás-de ser meu
E sei que havemos de casar.
Porque tu e eu, meu amor
Somos ainda uma história por contar.                                                            25/Setembro/2011

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