28/09/2011

Porto @ 7

Sonho mais, choro mais, penso igual, durmo menos, escrevo mais.
Creio mais. Na tua vinda ou na minha ida, essa é a parte menos importante - creio mais em nós.
É estranho. Quanto mais longe, mais perto, quanto mais sinto a tua falta, mais acredito que se morrermos separados, é impossível morrermos de coração cheio.
Ultimamente não era assim, ultimamente eram outras coisas, mas agora espero-te de noite, durante uns segundos.
Procuro-te nas estrelas e no horizonte. E depois procuro-te na estrada, onde apesar de tudo é o lugar mais provável de te ver, procuro-te na rua. Por vezes vou já de lágrimas nos olhos, desfeita, sabendo que te podia esperar durante mil anos, nunca irias aparecer; outras vezes sou Rainha da Esperança, durante um instante acredito que hás-de aparecer, nessa mesma noite, ali mesmo, a poucos metros de mim.
Hoje não apareceste. Choro sempre um bocadinho quando fecho a janela e os cortinados.
Todas as noites desejo ver-te. Vejo-te, sonho-te, juro que te vejo lá em baixo, a olhar para cima, juro-te que vejo os teus olhos, o teu rosto, o teu corpo, juro que te vejo. Mas sei que se descer as escadas, sei que se - tentar - correr para ti, sei que se te quiser tocar, ouvir a tua voz, vais desvanecer-te. Então prefiro só ver-te um bocadinho, e depois ir dormir, de lágrimas nos olhos, de saudades apertadas, de sonhos desfeitos.


Mais importante que esse sonho que se desfaz todas as noites, é aquilo em que continuo a acreditar, é o que o coração me diz, é o que o destino escreveu: tu e eu somos um só, e um dia, as nossas chaves de casa vão abrir a mesma porta.
Um dia hei-de ter no dedo uma aliança com o teu nome.
Um dia vamos voltar a estar juntos.
E noutro dia, será para sempre.
O nosso "boa noite" vai ser lado a lado.
PARA SEMPRE.

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