24/10/2010

J. #3

Enches-me a alma.
Desde sempre. Desde o primeiríssimo dia. 
Desde que, sem saberes quem sou ou um milésimo de mim, me fizeste sorrir. Rir. Me encantaste.


Como se me despisses ali, no primeiro instante, e descobrisses tudo de mim. 
Num ápice. Nem eu soube que acontecera. Hoje sei. Aconteceu ali.


Enches-me de vida.
Preencheste-me de uma maneira que agora, sem ti, me ia sentir vazia.
Não quero não te ter.
É isto que é: é amor. AMO-TE. Acho eu. Mas eu sei lá. Que posso saber? 
Só sei que tu és tu: genuíno. E de mim pouco sei: sinto-me deliciada.
E também sei que és um mundo - como tu dizes que são as malas das mulheres.
Mas és um mundo melhor.


Faltam-me as palavras. É terrível quando acontece. Se me faltam palavras, falta-me tudo. Menos ele. Sinto o corpo tão cheio de tudo o que quero dizer e nada se escapa.


P.S. Faz amor comigo.

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