Há tão pouco tempo o D. era - ainda que conhecendo os seus piores defeitos - a pessoa com quem tinha uma vontade enorme de estar. E, de repente, só o quero ver longe, e quando passa por mim nem quer saber, ignora-me na rua, deixa-me sozinha a fumar o meu cigarro, deixa-me sozinha à chuva, à espera que o autocarro, finalmente, decida passar. À espera que eu fique assim, só para sempre...
E eu deixo-me ficar. Não estou só.
Tenho a minha música. Os phones deixam o Eddie Vedder dizer que eu estou a desmoronar mas eu sei que não. Sinto-me no auge. Sinto-me bem.
Tenho o meu cigarro, que se consome aos poucos, que não se deixa apagar pela chuva, o cigarro que eu beijo de segundos a segundos.
E ainda o tenho a ele que, sem saber, quando se passeia assim à minha frente, como quem para mim cegou, me torna mais visível que sempre.

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