Abracei-o, eu de pé e ele já sentado no muro de tijolo. Que saudades.
Abri o fecho de dentro da mala e o maço de cigarros. Sabia que era o último. Tirei também o isqueiro. Ele acendeu-me o cigarro, naquela poderosa sensação de "agora és a minha puta", disse-mo e riu-se.
Fechei os olhos: primeiro bafo. Até amanhã, não tenho mais tabaco.
Fechei os olhos: segundo bafo.
Ele deitou-me, beijou-me e deixou-me deitada.
Fechei os olhos: terceiro bafo.
Voltei a levantar-me, estendi uma perna em cima das dele. Quarto bafo, no vislumbre da figura linda que ele é: a pele macia da barba feita na noite passada, os olhos azuis e profundos, os lábios claros carnudos e os dentes perfeitamente alinhados e brancos.E então ele falou:
- E se te dissesse agora que te amo?
- Treta.
- Não podias dizer nada mais simpático?
- Não, é a verdade.
- É que eu amo-te. Amo-te mesmo. Quero ficar contigo para sempre.
Fechei os olhos: quinto bafo.
adorei, ta brutal
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