29/11/2010

Holofotes

Não é uma sensação incrível, ser aniversariante? 
Todos se reúnem por um motivo que tem o teu nome. Há um jantar e há a família e os Parabéns à volta da mesa, há um ou outro embrulho que é uma surpresa e mesmo quando é fácil adivinhar, a minha cara de surpresa é sempre a mesma porque não é a satisfação do que descubro que me preenche, é a presença e a ânsia e o receio de quem me rodeia.
E há sempre aquela noite que há-de ser nossa, minha e vossa, saio de casa e vou divertir-me para qualquer lugar onde haja música, álcool e qualquer coisa que se fume (mas principalmente a música) pela noite dentro (e pela noite dentro), para chegar seja a que horas for, ninguém se importa nem pode importar porque agora eu já vivi mais 365 dias e sei mais 365 coisas. [Resulta na perfeição. Se ontem era sexta-feira e pedi para sair, mas hoje é sábado e tenho oficialmente um ano a mais, já tudo muda, já sou mais madura e já sei muito mais da vida que ontem. Pois (...) resulta na perfeição]
Não é que eu ame os holofotes, porque não amo. Chamar a atenção não é, definitivamente, o meu ponto forte. Na verdade, as minhas bochechas ficam ainda mais rosadas e o meu olhar procura alguma salvação (que nunca aparece) em redor mas sem mover a cabeça um milímetro que seja. É assim que reajo.
Mas gosto disto: de ser um pretexto para todos estarem felizes, ser por um dia a lembrança de que amigos, família, (e a namorada ou o namorado) são aqueles de quem devemos cuidar porque gostamos. 
Gosto disso, não dos holofotes. 

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