Depois, quando te vais, sei que te vou encontrar em mim própria. Às vezes ando louca numa desesperada procura de um pouco de ti entre os meus tecidos ou cabelos. Às vezes, mordo os lábios na tentativa de agarrar um pouco do nosso último beijo. Às vezes penso que te vou achar quando menos esperar mas enquanto isso espero-te.
E o que me sabe a chocolate é quando, depois de desistir e de já aceitar que só o dia de amanhã te trará de volta, a tua essência se cruza no meu caminho.Como dois estranhos que se esbarram e, em slow motion, descobrem a paixão.
Como o momento do filme em que ele morre e ela lhe agarra a mão.
Como o hate sex das séries e, espero eu da vida real, que sempre é amor.
É assim, quando sinto o teu cheiro. E quando se vai, procuro-o outra vez em mim mas já se foi, tu já foste, mas fica aquela sensação de frescura que só tu sabes provocar. E gosto-te, e desejo-te, e amo-te e quero-te ali. Mas só a tua essência repentina ou o amanhã te trará de volta.
Então fico-me desistente, como se outra coisa uma mente apaixonada pudesse ser.
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