O meu mundo parou.
Fiquei recostada na porta do elevador aberta, as luzes e uma música que não conseguia ouvir porque perdera os sentidos.
Eras a última pessoa que esperava ver. Eras a melhor prenda que podia receber, no entanto.
As lágrimas surgiram sem mais nem menos. A tua presença, a tua figura, o tempo que passou e que, ali percebi, afinal eu tinha sentido. Não foi assim tão depressa. Já nem me lembro da nossa data, dá para acreditar? Por esta altura, estaríamos juntos há talvez oito meses. O tempo corre, escorre, veloz. Demasiado.
E depois atirei-me para cima de ti, abracei-te e recebi sem hesitação, eu senti, o teu abraço. Eu senti, D., eu senti que o mundo parou. Juro. Não existia mais nada, percebi o verdadeiro significado do "Só nós existimos". Percebi hoje, contigo.
Não esperava sequer uma mensagem de parabéns. Fizeste tanto mais que isso.
Fizeste da minha irmã cúmplice e reapareceste daquele lugar onde tinhas ido e pensei que nunca mais voltarias.
Com o saco daquele presente planeado desde o Verão.
Não tenho palavras.
Ainda estou assim, meia parada meia em rotação com a Terra.
Obrigada.
Muito sinceramente, obrigada.
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